segunda-feira, 2 de abril de 2018

Identidade de Deus

    Quem é Deus?

    O Criador de todas as coisas.
    Gn 1.1
Esta pergunta é importante, pois introduz uma questão essencial para a adoração a Deus e a salvação dos homens. Num mundo cheio de falsos deuses que demandam nossa adoração, e falsos messias que prometem a nossa salvação, temos de ser exatos com relação a quem é Deus, realmente, para que não adoremos e nem confiemos a salvação de nossas almas a algo ou alguém que não exista, ou que não seja verdadeiramente Deus.
Deus, portanto, é o Criador de todas as coisas (Ef 3.9, Ap 4.11), dos céus e da terra (Gn 1.1, Is 40.28, Is 42.5), do Norte e do Sul (Sl 89.12), de todos os seres vivos (Sl 104.30), dos anjos, e de todos os seres celestes (Sl 148.1-5), do homem (Dt 4.32), de uma nuvem de dia, e um fumo, e um resplendor de fogo chamejante de noite sobre as habitações e congregações do monte de Sião (Is 4.5), de Israel (Is 43.1,7,15), de maravilhas e milagres (Ex 34.10), de um novo coração (Sl 51.10), luz, trevas, paz e mal (Is 45.7), salvação e justiça (Is 45.8), o ferreiro e o assolador (Is 54.16), a paz e a cura (Is 57.19), novos céus e nova terra (Is 65.17), alegria e gozo (Is 65.18), o querubim ungido que veio a cair (Ez 28.13ss), o vento (Am 4.13), esposos e esposas (Ml 2.10), os cristãos (Ef 2.10), um novo homem (Ef 2.15; 4.24; Cl 3.10), enfim, o céu e tudo o que há no céu, a terra e tudo o que há na terra, o mar e tudo o que há no mar (Ap 10.6), em uma palavra: tudo (Ap 4.11).
A palavra para criar nos versos acima corresponde à palavra hebraica bara, no Antigo Testamento, ou à palavra grega ktizo no Novo Testamento. Este esclarecimento é importante pois algumas traduções para o português usam diferentes palavras para traduzir bara, tais como formar, fazer, etc. O que é correto pois às vezes a mesma palavra é usada em um sentido, e às vezes em outro. No entanto, sempre há um ato criador de Deus nesses versículos. Nunca é um mero desenrolar natural daquilo que já existia, mas uma intervenção divina sine qua non.
Deus criou o mundo sozinho, e do nada, somente por seu próprio poder: “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro.” (Isaías 45:18)
Deus controla a história de tal maneira que Ele cria fatos que ninguém poderia prever, coisas inéditas que só Ele pode conhecer: “Agora são criadas, e não de há muito, e antes deste dia não as ouviste, para que porventura não digas: Eis que eu já as sabia.” (Isaías 48:7)
Deus é o Criador e é totalmente diferente e separado da criação (santo). Os dois não podem ser confundidos: “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Romanos 1:25)
Aqui são sepultados os erros do panteísmo e do politeísmo. Todos os deuses que não criaram nada, não são deuses e estão fadados a desaparecer: “Mas o Senhor Deus é a verdade; ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno; ao seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação. Assim lhes direis: Os deuses que não fizeram os céus e a terra desaparecerão da terra e de debaixo deste céu. Ele fez a terra com o seu poder; ele estabeleceu o mundo com a sua sabedoria, e com a sua inteligência estendeu os céus.” (Jeremias 10:10-12)
Se Deus é o Criador, todo aquele que não cria é criatura, e, portanto, não é Deus.
O panteísta diz que o universo é deus, e o ser humano é a consciência de deus. Essa é a doutrina básica do pensamento panteísta. No nível popular, o panteísta é aquele que usa vocabulários como: deus é a energia vital, as vibrações positivas e negativas, o lado claro e o lado negro da força, etc. O panteísta acredita que deus está presente em todos os lugares, mas não em sua integralidade, apenas parcialmente. Ou seja, uma parte de deus está aqui e outra lá. Como deus é tudo, e tudo é deus, o panteísta considera a si próprio como deus também, pelo menos uma parte de deus que está nele.
Em outras palavras, o deus panteísta não criou nada, ele simplesmente existe, está morrendo, tem pecado, e faz o mal. Ele não é totalmente santo, não é todo poderoso, não é eterno, não é justo, não é bom, não fala sempre a verdade, não controla todo o universo. Isto é, não é deus. O panteísta e o ateu estão no mesmo barco, que é o barco em que a Bíblia diz que eles estão: o da idolatria (Rm 1.23). O panteísta é apenas um ateu mais informado a respeito de sua própria incredulidade. Ele já aceitou que não pode ficar sem adorar algo ou alguém, por isso adora toda a criação, ao invés do Criador. Se o panteísta se gaba de não seguir a Bíblia, por ser “escrita por homens”, devia se lembrar que ele também é homem, e que os homens que escreveram a Bíblia, se as coisas forem como ele mesmo imagina, também são divinos.
O politeísta acredita na existência de vários deuses, não um só. Geralmente, há um deus no panteão que é superior aos demais, às vezes até mesmo sendo reconhecido como criador, mas a adoração e as preces são repartidas entre os vários deuses do panteão, nenhum dos quais criou o universo. Os deuses do panteão politeísta são seres humanos melhorados, mais fortes, que vivem mais tempo, às vezes mais inteligentes, com poderes mágicos, talvez, mas não são o Criador do universo, não são eternos, todo-poderosos, justamente porque não pode haver dois absolutos.
O politeísmo, portanto, é o último degrau na “evolução” religiosa do homem que abandona o seu Criador e rejeita a revelação de Deus em seu coração e na criação. Aqui, o homem abertamente adora aves, quadrúpedes e répteis (Rm 1.23). O politeísta vive sob medo, pois os deuses que não criaram os céus e a terra não dão as suas vidas pela ovelhas, são ladrões e salteadores, os quais só querem a gordura das ovelhas (Jo 10.1-11).