segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Porque Jesus falou de escatologia ou o temível escathon (3)



Em São Mateus, o Senhor Jesus nos contou uma parábola de um servo que ficou responsável por cuidar dos negócios do seu senhor enquanto este saía em uma viagem, longa ou curta, o Senhor não menciona. O que o Senhor Jesus menciona é que o servo não sabia a que hora o seu senhor voltaria. Então, o Mestre disse que, quando o senhor voltasse, o servo que cuidou bem dos negócios do seu senhor durante a sua ausência seria bem-aventurado, promovido pelo seu senhor.

E, agora entra a razão de discutirmos escatologia, se o servo não cuidar bem da casa do seu senhor? “Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá; e começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios,virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.” (Mateus 24:48-51)

Note que o erro do servo negligente foi, primeiramente, um erro teológico. Existiu um erro moral também, mas começou com um erro teológico. Ele disse em seu coração “O meu senhor tarde virá”. Ele não disse, “o meu senhor não virá”, mas disse, “tarde virá”. Esse erro teológico deu ocasião ao erro moral de espancar os seus conservos, e comer e beber com os ébrios. Ele poderia ter cometido só o erro teológico de ter pensado em seu coração que o seu senhor demoraria para vir. Mas ele adicionou ao erro teológico o erro moral de viver de uma maneira dissoluta e desobediente.

No nosso caso, explicando em miúdos, errar na escatologia não resulta imediatamente em pecado, mas dá ocasião para o pecado. Se não sabemos o que esperamos, é muito provável que não saberemos como esperar corretamente. Se não sabemos o que o Senhor nos prometeu com relação à sua vinda e à consumação de todas as coisas, é muito provável que não saberemos viver como Ele deseja enquanto esperamos. E não sou eu que estou dizendo isso, é o Senhor.

Por essa razão, queremos evitar o erro moral que é mortal, colocando um parapeito de conhecimento das promessas, uma proteção que evite que nós erremos no que esperamos, para não errar no como esperamos.

Eu creio que quatro doutrinas essenciais tem que ser guardadas em nossos corações independente do modelo que escolhermos.

Primeiro: a volta de Jesus pode acontecer a qualquer momento. Jesus frisou tanto isso e a importância de manter isso em nossos corações que chegar a ser desnecessário repetir.

Segundo: haverá ressurreição dos mortos. Dos justos para a vida eterna, e dos ímpios para a condenação eterna. Essa ressurreição não ocorrerá antes da vinda do Senhor.

Terceiro: haverá um julgamento. Todos terão de encarar o juiz. A Bíblia é tão clara sobre isso ao ponto de o julgamento final ser um tema recorrente das pregações evangelísticas, ou seja, uma verdade a respeito do fim era a porta de entrada.

Quarto: Jesus reina hoje e reinará para sempre.

Como eu disse antes, sou pré-milenista histórico, e o sou porque creio que isso ó que a Bíblia ensina. Penso que essas quatro doutrinas não são objeto de discussão séria para nenhum crente. Os crentes, em geral, concordam com elas. Mas os outros três modelos falham com essas doutrinas essenciais, mesmo sem que as pessoas que os defendem percebam. E por isso creio que são problemáticos. Não é pecado crer neles, mas creio que é ocasião para o pecado, pois não correspondem à expectativa que o Senhor quis imprimir em nossos corações por sua Palavra.



Continua...