quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Aprender

Não digo o que quero nem o que sinto.
Como tenho tanto pra aprender!

Quando digo não expresso.
Quando expresso me arrependo.
Como tenho tanto pra aprender!

Tudo o que eu disse eu desdigo
Pra dizer de novo de outro jeito
Mas não sei o jeito, então não digo
Como tenho tanto pra aprender!

Mendigo do que sinto,
Paro de dizer pra não ser.
Mas não sou o que digo,
Estou mais pra ser o que sinto.
Como tenho tanto pra aprender!

E quem me lê que entenda:
Deste poema sou o assassino.
Porque não escrevo ao coração,
Escrevo ao raciocínio.
(Não penso justo este desperdício)
Como tenho tanto pra aprender!