sexta-feira, 12 de julho de 2013

Carinho

Tem dias que nem guaraná nem cafezinho
Pra me levantar, só mesmo um pouco do seu carinho
É noite de lua minguante, como míngua o coração
Sou rude, e o meu poema também é rude de inspiração
Mas sou rude grato de viver este momento
E espero ao seu carinho corresponder a contento

Mas isso é ouro que se busca lá no chão
É preciso cavar fundo e na terra quebrar o torrão
Mas quando se acha, suado e cansado
É fácil esquecer da busca o trabalho
Pela alegria do brilho forte e radiante
De uma pepita ou de um pequeno diamante

Bem quisera que não fosse assim
Que com pouco esforço sorrisses pra mim
Mas sou carpinteiro de floresta virgem
Acostumado a viver e andar na fuligem
Marujo esforçado no meio do mar
De coração esquentado por tanto amar