quarta-feira, 22 de maio de 2013

O burrinho

Dado ao hábito de amar
Não contém o desejo de agradar
Faz música pra alegrar
Olha o céu até cansar

Lua nova ou Lua cheia
Faz papo de bobeira
Não sei se é a persona arteira
Porém  faz com tudo brincadeira

Se é pra sorrir ou pra chorar
Está disposto a acompanhar
Sempre ao lado a compartilhar
Dentes aparentes ou lágrimas a rolar

Abraço de urso forte
Amor prático, não mote
Careta miúda
Demonstração felpuda

Se ele pudesse faria tirar
Toda dor com um leve soprar
Mas sabe que a dor também pode ensinar
A viver a vida sem reclamar