terça-feira, 2 de abril de 2013

O poema mais lindo já escrito
As palavras mais perfeitamente usadas
Idéias que rimam
Ultrapassam barreiras
Falam forte em outro idioma
Se explicam, se completam

Desde tempos remotos ele é símbolo de paciência
Suporta a dor, vence a tribulação
Sem blasfemar, sem cansar,
Sem revolta, sem rebelião
Ninguém a ele se compara
Nem ousa se comparar

Fico pasmo de sua sabedoria
Quando leio o que diz,
Minha própria palavra me entedia
Quero me calar, pra ouvir
Quero parar tudo, pra refletir
E ainda é mais especial porque ele sabia muito
Em tempo que, se julga, o conhecimento era escasso

E justamente este que era tão rico
Mas hoje seria pobre
Esse que era tão nobre
E hoje seria apenas um antiquado
Esse que perdeu tudo que se poderia perder
Que deixou tudo que se poderia deixar

Da boca de um homem tão pequeno
Que não se arrogou do que não tinha
Mas se humilhou, tanto, e de tal maneira
Da boca machucada, cuspida e humilhada
Doente, traída, aborrecida
Daquela boca saiu a mais pura e fina sabedoria

O próprio Deus confirmou o que se disse
Apenas acresceu, mas não contradisse
Era o Espírito que inspirava, hoje nós sabemos
Mas seus amigos não perceberam
Nenhum deles se atentou disso:
Que Deus era com ele,
Mesmo pendurado no precipício