quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Amor

Ah! O amor. Como é bom senti-lo.
Como é maravilhoso saber que ele existe.
Tudo passa, mas ele está aí: persiste.
Eu sinto ele palpitar em mim: insiste.
Eu acabo querendo mais disso: apetite.

Se a rejeição dói por dentro
O amor vem forte e me cura
O amor torna minha mente pura
Sou elevado a uma grande altura
O amor é "sim", mais do que "jura"

O amor nem tudo justifica.
Mas sem amor nada faz sentido.
Sem ele é sem efeito a flecha do cupido.
Sem amor não há assinatura no papiro.
Toda decisão é loucura sem juízo.

Só o amor é que faz jus ao sacrifício.
Sem amor não há valor na doação
Não existe liberdade só por existir opção.
A vaidade toma conta do coração.
O egoísmo apazígua a falta de perdão.

Em tudo o que fizer reflita.
É por amor que faço isto?
Qual o meu verdadeiro compromisso?
Quero só me justificar por ser omisso?
Enfim, é com amor que faço isto?

Porque, no fim de tudo.
Quando acabar o sol e terminar o mundo.
O amor é o que nos resta.


"Ainda que dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá. (...) O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará." 
Paulo de Tarso 
(ICo 13.3,8)